Livros publicados: 

Plano, seco e pontiagudo, 2018. Editora Madalena e Ipsis Gráfica e Editora. | Vestígios da memória: fotografias do patrimônio arquitetônico paulista, 2017. Editora Illumina.  | As Donas da Bola, 2014. Editora Syn. 

+ LIVROS: https://livrosdefotografia.org/perfil/@id/5252

Exposições: 

 Individuais: Raízes e Asas, Sesc/Santana, 2016 |  VIVA LA DIFERENCIA! , Museu da Ciencia de Barcelona, 2007 |  Paulicéia 2000,  Museu de Imagem e Som, 1999.

 Coletivas: Festival de Imagens Periféricas, 2021  |  Retratos de Mulheres por Mulheres, Centro Cultural Fiesp, 2020  |  Raros, Vintages & Inéditos, Galeria Virgílio, 2016  |  CUBANAIMÃ, ImãFotoGaleria, 2004.

Museus e coleções: 

Integra os acervos de fotografia do Museu de Arte Moderna de SP (MAM- SP) e do Museu do Futebol |  Integra a Coleção de Fotografias Ricardo Brito e Dadá Junqueira .

VIVA LA DIFERENCIA!

Curadoria Jorge Wagensberg

Museo de La Ciencia | Barcelona, abril de 2007.

Todos iguales, todos diferentes. Viva lo comum! Viva lo diverso !

"La ciudad de São Paulo es un ejemplo de crisol de etnias y culturas. Lo hemos pedido a la fotógrafa del diario Estado de S. Paulo, Mônica Zarattini, esta muestra de la diversidad humana de la ciudad. Cada personaje aparece con su nombre proprio y la procedencia de padres y abuelos. Los rasgos y colores se recombinan para dar nuevos rasgos y colores. Todos los seres humanos comparten uma esencia por seres humanos, por ejemplo la Declaración de los Derechos Humanos. Pero entre los seis mil millones de seres humanos no hay dos iguales, como no los hay entre los billones de copos de nieve caídos durante toda la historia del planeta.


Raízes e Asas

Curadoria Nair Benedicto 

Exposição individual de fotografias na fachada do Sesc Santana/ SP, março de 2016.

Um lugar que não existe e que, no entanto, nos conduz. Eis o que nos mostram estas fotografias de Mônica Zarattini, repórter fotográfica deste Estado há 25 anos: uma rodoviária, um shopping center, um avião ou um ônibus, uma estrada noturna que não leva os olhos a lugar algum que não seja a si mesma.
Esses pontos de trânsito, instalações construídas para servir de passagem, não constituem espaços dotados de identidade histórica. Não são como as catedrais ou as cidades. Não são ponto de partida nem ponto de chegada. Não são como a casa da avó da gente, que concentrava a memória da família, o sentido dos laços de parentesco, aquele conjunto de referenciais essenciais que nos identificavam (e nos identificam até hoje) e resistem ao tempo para nos dizer quem somos. Mônica não fotografa o que é fixo, mas o que se desloca: vultos indefinidos, semblantes refletidos no vidro frio, pernas fantasmagóricas. Ela fotografa, enfim, o que podemos chamar de não lugares. 

Mire bem. O que temos aqui nestas páginas são conexões espaciais vazias, que não guardam lembranças dos passantes – nem deixam lembranças nos passantes. Em imagens fixas, a fotógrafa registra o que apenas se move. Incrível: o que se move sem sair do lugar. A estrada sempre é puro movimento, mas sempre está lá. Os não lugares se movem na história, são moldados pela história, mas desmemoriados, ficam sempre no mesmo (não) lugar. 


São como chips nos circuitos da vida social. Conduzem a energia humana sem aprisioná-la. Direcionam as migrações in- cessantes sem jamais capturar o sentido que elas desenham. Não são identitários nem históricos – por isso, não podem ser chamados de lugares antropológicos. 

O conceito de não lugar foi apresentado em 1992 pelo antropólogo e etnólogo francês Marc Augé, no livro Não Lugares: Introdução a uma Antropologia da Super modernidade. Segundo ele, a super modernidade se caracteriza pelo excesso: a superabundância de fatos, de espaços superpostos e de referências de todo tipo. A super modernidade se define pelas super concentrações de acontecimentos (tudo acontecendo ao mesmo tempo) num planeta que se encolhe cada vez mais, pois os pontos de trânsito (aeroportos, aviões, meios de comunicação) ganham mais densidade, mais volume e mais velocidade. 

Somos, então, habitantes de não lugares. E olhando para as fotos de Mônica Zarattini podemos ter a impressão de que o planeta inteiro é um não lugar. A impressão pode ser exagerada, mas não é de todo falsa. 

Por EUGÊNIO BUCCI , JORNALISTA E PROFESSOR DA ECA-USP 

PLANO, SECO E PONTIAGUDO

Exposição de fotografias do livro nas fachadas das ocupações por moradia no centro de São Paulo, junho de 2018.

Ocupação da Frente de Luta por Moradia

Rua José Bonifácio


Ocupação  do Movimento de Moradia Central e Regional

Rua José Bonifácio


Ocupação do Movimento Sem Teto do Centro

Av. Rio Branco

Ocupação do Movimento Sem Teto do Centro

Ocupaçãp 9 de Julho

Retratos  de Mulheres por Mulheres

Fotografia de partes do corpo de Mariana Dias, uma  jovem doula. Ela nos conta a experiência com seu próprio parto. O texto estava ao lado da obra. 

 “Parto humanizado” ?...           “Eu tinha 20 anos quando entrei em trabalho de parto. Era 2009 e o hospital público do meu bairro não tinha vaga. Fui encaminhada ao Hospital das Clínicas que, por sua vez, me indicou a um hospital universitário. Cheguei com 4 cm de dilatação com contrações ritmadas e tinha certeza que meu parto seria normal. Depois de uma hora de internação, me prescreveram hormônio ocitocina, o que me provocou mais contrações. Fui agulhada diversas vezes na coluna até que a anestesia de duplo bloqueio pudesse ser ministrada. Entre vômitos, sofri diversos toques e já suplicava até por uma cesariana! Na hora de expulsar o bebê tentava levantar meu corpo, mesmo estando na posição com as pernas para cima, para tentar ajudar. Aos berros, a enfermeira gritava que eu ia provocar uma infecção se colocasse minhas mãos nas minhas coxas. Às 18:30hs, depois de fazer muita força, nasceu Sophia com 3,640 kg e 50 cm. Isso tudo na frente de uma “plateia” de 20 estudantes que para aprender me “presentearam” com episiotomia bilateral (corte do períneo) mesmo sem ter a menor necessidade. Um estudante deu 4 pontos do lado esquerdo e o outro deu 5 pontos do lado direito. Hoje pretendo prestar vestibular para Obstetrícia e além de me preparar para ser doula. Assim, poderei dar suporte físico e emocional a outras mulheres antes, durante e após o parto.”                   

Marina , 26 anos.

Retratos de Mulheres por Mulheres

Curadoria João Kulcsar  

Exposição coletiva com as artistas: Ana Carolina Fernandes, Cláudia Jaguaribe, Denise Camargo, Isis Medeiros, Julia Pontes, Maíra Erlich, Mônica Zarattini e Rosa Gauditano 

Centro Cultural Fiesp - janeiro de 2020

Ver mais no YT:    https://www.youtube.com/watch?v=JUv6xvAcouw

IMAGENS PARA O FUTURO  |  MIS - Museu da Imagem e do Som, de 11/07/23 a 13/08/23

curadoria de Ivana Debértolis e Mônica Maia.

O projeto constrói uma narrativa visual que conecta temas e territórios com foco nos direitos sociais. A partir de uma pesquisa baseada na produção contemporânea de fotografia documental e jornalística, a edição propõe uma reflexão sobre as principais questões de nossa sociedade atual e as diversas realidades existentes país afora, imaginando um mundo mais justo.

A exposição apresenta fotografias de:
Ahmad Jarrah, Alex Almeida, Amanda Perobelli, Ana Carolina Fernandes, Andressa Zumpano, Antonello Veneri, Brenda Alcântara, Bruno Morais, Christian Braga, Dan Agostini, Danilo Verpa, Diego Baravelli, Felipe Fittipaldi, Gisele Martins, Helen Salomão, Hudson Rodrigues, Hugo Martins, Ilana Bar, Ingrid Barros, Isis Medeiros, Lalo de Almeida, Luca Meola, Luisa Dörr, Márcia Foletto, Milena Paulina, Mônica Zarattini, Rafael Mattar, Rafael Vilela, Raphael Alves, Rejane Alice, Tiago Queiroz, Walda Marques

Vestígios da Memória

Organização Ana Lúcia Queiroz e Márcia Zoet. Mônica Zarattini e vários autores. São Paulo: Illumina, 2017. | 85 páginas.

Paulicéia Desvelada

Organização Ana Lucia Queiroz e Marta Oliveira. Mônica Zarattini e vários autores. São Paulo: Illumina, 2011. | 71 páginas.

As Donas da Bola

Edição Diógenes Moura; autoras: Ana Araújo; Ana Carolina Fernandes; Bel Pedrosa; Eliária Andrade; Evelyn Ruman; Luciana Whitaker; Luludi Melo; Márcia Zoet; Marlene Bergamo; Mônica Zarattini; Nair Benedicto. São Paulo: Syn Criativa Comunicação, 2014.  | 191 páginas.

Povos de São Paulo

Edição Iatã Cannabrava. Mônica Zarattini e vários autores. São Paulo, Editora Terceiro Nome, 2004.  | 167 páginas.

São Paulo Dia e Noite

Edição Hélio Campos Mello. Mônica Zarattini e vários autores. São Paulo: Agência Estado, 1989. | 95 páginas.

Livro do Ano 1990

Edição: Hélio Campos Mello. Mônica Zarattini e vários autores. São Paulo: Agência Estado, 1990. | 95 páginas.

Foto Retrospectiva 2000

Edição Emídio Luisi. Mônica Zarattini e vários autores.São Paulo: Arfoc-SP, 2001. |106 páginas

MASTERCLASS – Festival Internacional de Fotografia de Bogotá 2022

Time de conferencistas convidados para o festival :  DELPHINE BLAST ( França), IGNACIO YÚFERA (Espanha), GULNARA SAMOILOVA (EUA), RONNY GARCÍA (Chile), MÔNICA ZARATTINI (Brasil), ANDRÉS PARRO (Espanha), ALEXIS TRIGO (Chile), EVANS RWM (Colômbia) e JAVIER SEGURA (Colombia)